Pescar é enfrentar saudáveis desafios, é fazer amizades, é conhecer novos lugares e abrir novos horizontes. É conviver com a natureza. É ser companheiro.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Captura pouco vulgar em Setúbal
O amigo Carlos Dias fez esta captura na zona de Setúbal, na passada semana, quando pescava embarcado. Trata-se de um xaréu dourado (caranx crysos), da família do carapau (Carangidea). É uma espécie pouco frequente por esta zona da nossa costa, sendo mais vulgar na zona Mediterânica e Madeira. O exemplar capturado pesava cerca de 300 grs e media 30 cm.
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domingo, 7 de dezembro de 2014
Pescador morreu hoje electrocutado em Setúbal
Um homem
de 40 anos, cuja identidade não foi divulgada, morreu hoje electrocutado quando
pescava, perto de Torrão, Setúbal, e tocou com a cana num cabo de alta tensão,
disseram à agência Lusa fontes dos bombeiros e da GNR.
Fonte do
Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal indicou que o homem
se encontrava a pescar na ribeira de S. Romão, junto à Estrada Nacional (EN) 262,
nas imediações da povoação de Torrão, no concelho de Alcácer do Sal, distrito
de Setúbal.
Segundo a
fonte, o homem estaria a utilizar uma “cana com sensivelmente 10 metros” de
comprimento, que tocou num cabo de alta tensão.
O CDOS
recebeu o alerta às 08:22, tendo sido mobilizados para as operações de socorro
os bombeiros do Torrão e a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de
Setúbal.
Fonte da
GNR adiantou à Lusa que o corpo a vítima, de 40 anos, vai ser transportado para
os serviços de Medicina Legal.
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acidente morte pescador setubal
sábado, 22 de novembro de 2014
Lagosta gigante com mais de 5 kgs
"Nunca tinha visto uma barata deste tamanho", brincou o pescador no vídeo que demonstrava o feito. Encostou-a ao peito, abraçou-a e baptizou-a com o nome de Albert.
Forrest Galante, depois de mostrar o troféu aos amigos e família, conseguiu dominar a vontade de cozinhar Albert e levou o crustáceo até ao Centro da Marinha local, devolvendo-o ao mar, são e salvo.
Especialistas afirmam que a lagosta terá, seguramente, mais de 70 anos de idade.
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pescador
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Faça as camarinhas / camarões em casa
Um vídeo que ensina a fazer camarinhas / camarões artificiais para isco.
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camarão camarinha isco bait
terça-feira, 7 de outubro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Saiba tudo sobre as linhas de pesca
As linhas de pesca: monofilamento, multifilamento e fluorcarbono
Conheças as características de cada tipo de linha e a sua utilização adequada.
Saiba mais clicando aqui
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Cova do Vapor
É na Cova do Vapor que o Rio Tejo abraça o mar.
Antiga aldeia de pescadores, tem um porto de abrigo e bons pesqueiros.
Tem cerca de 360 casas e 220 habitantes permanentes.
Espécies mais frequentes: Robalo, Sargo Baila e linguado
Tem cerca de 360 casas e 220 habitantes permanentes.
Espécies mais frequentes: Robalo, Sargo Baila e linguado
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Empatar anzóis de pata
Para quem ainda tem dificuldades em empatar anzóis de pata, com este vídeo fica, de certeza, sem quaisquer dúvidas.
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anzois empatar material pesca
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Preços das licenças de pesca em Portugal
Tabela dos preços das licenças (Pesca Lúdica) em vigor em Portugal
Para além da emissão imediata da licença através das máquina ATM (multibanco) as licenças podem também ser pedidas via email,
conforme descrito na imagem abaixo.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
MUSTAD - os melhores anzóis do Mundo
Desta prática de seis gerações resulta uma produção de anzóis de elevado nível de qualidade, quanto ao material aplicado, aço de alto teor de carbono, quanto às técnicas de produção e acabamento. 0 processo único de têmpera controlado por computador transforma o anzol numa micro estrutura de grão fino ultra resistente. Este processo aumenta cerca de 30% a resistência do material, comparado com os métodos de têmpera convencionais, significando que se pode produzir um anzol a partir de arame mais fino, aumentando assim o seu poder de penetração. Neste processo, o controle de qualidade é fundamental e cuidado.
Na imagem podemos ver os maiores anzóis do mundo, fabricados
pela Mustad para os pescadores de tubarões gigantes.
Todas as remessas de arame de aço que
chegam às fábricas são intensamente testadas, física e quimicamente, nos
laboratórios da Mustad e cada produto final é sujeito a testes para determinar
a sua resistência. A Mustad alia à sua longa história e experiência as últimas
inovações tecnológicas, o que faz com os seus anzóis sejam, efectivamente, os melhores do mundo.
Teste de anzóis Mustad
sábado, 2 de agosto de 2014
Uma montagem especial para linguados
Para quem gosta de pescar linguados, aqui deixamos um montagem que faz milagres na captura desta espécie. A base do segredo consiste na utilização de duas chumbadas, uma no fim da montagem e a outra, a mais leve, cerca de 1,5 a 1,8 m acima desta, montando-se, entre elas, dois estralhos com cerca de 25 cm cada. Consegue-se assim que a montagem fique apoiada no fundo, zona onde o linguado se alimenta.
Clique s.f.f. na imagem para a aumentar
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Iscar camarão / camarinha
Uma dica para se iscar camarinha e lançar longe sem que ela salte do anzol.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
Anzóis espetados - como remover
Este vídeo, que pode impressionar algumas pessoas, mostra três formas de se retirarem anzóis espetados na pele. O autor tem, de certeza, uma costela de faquir....
quinta-feira, 24 de abril de 2014
CANDIRU - PEIXE VAMPIRO
CANDIRU - PEIXE VAMPIRO
O Candiru (Vandellia cirrhosa), também conhecido como peixe-vampiro, é um peixe de água doce pertencente ao grupo dos peixe-gato. Pode ser encontrado no Rio Amazonas, e nos seus afluentes e tem a reputação entre os nativos, de ser o peixe mais temido naquelas águas, até mais que a piranha.
A espécie cresce até dezoito centímetros e tem forma de enguia, tornando-o quase invisível na água.
A espécie cresce até dezoito centímetros e tem forma de enguia, tornando-o quase invisível na água.
O candiru é um parasita; entra nas cavidades das guelras dos peixes, onde se aloja, alimentando-se do seu sangue.
Tem um perfil aerodinâmico, tipo supositório, e, ao ser atraído pelo cheiro da urina (no caso de banhistas nus), nada até penetrar na uretra, no ânus ou na vagina, onde se instala. passando a alimentar-se do sangue e tecidos do agente hospedeiro, só podendo ser retirado através de cirurgia.
Veja aqui o vídeo
sexta-feira, 7 de março de 2014
TUBARÕES
Atenção
As imagens deste vídeo podem impressionar pessoas mais sensíveis.
O seu único predador é o homem, cuja ignorância e irracionalidade tem conduzido esta espécie, que vai matando por puro prazer ou por estúpidos interesses comerciais (as conhecidas barbatanas de tubarão e outros sub-aproveitamentos), até à beira do extermínio, que só poderá ser evitado se houver uma alteração generalizada da forma como se entendem estes belos, incompreendidos e insubstituíveis seres marinhos.
O homem não faz, obviamente, parte das suas presas naturais, pelo que a maioria dos ataques de tubarões ao ser humano são fruto de meros equívocos por parte do animal e da ganância e inconsciência do homem.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Nova Portaria, ontem publicada, regulamenta a pesca lúdica
O Governo cedeu às reivindicações dos pescadores lúdicos (cerca de 500 mil em Portugal) e mudou a regulamentação do sector. Na nova legislação, ontem publicada em Diário da República, destacam-se as alterações introduzidas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV).
Com a anterior legislação só lá podiam pescar os naturais ou residentes, mas agora todos podem pescar. Também já se pode pescar e mariscar às quartas-feiras, quando antes era proibido.
A nova portaria acaba ainda com o defeso do sargo, no PNSACV, para os pescadores lúdicos, que ia de 1 de Fevereiro a 15 de Março e aumentou a quantidade de pescado e de marisco que os pescadores podem capturar, bem como o peso total das capturas por pescador, que subiu para 10 kgs, contra os anteriores 7,5 kgs.
Outro factor positivo é a autorização para uso dos utensílios tradicionais, como o bicheiro ou a arrilhada (para perceves).
A nova portaria acaba ainda com o defeso do sargo, no PNSACV, para os pescadores lúdicos, que ia de 1 de Fevereiro a 15 de Março e aumentou a quantidade de pescado e de marisco que os pescadores podem capturar, bem como o peso total das capturas por pescador, que subiu para 10 kgs, contra os anteriores 7,5 kgs.
Outro factor positivo é a autorização para uso dos utensílios tradicionais, como o bicheiro ou a arrilhada (para perceves).
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Como calcular o peso de um peixe sem balança
TRUQUE
Permite calcular o peso
aproximado de
um peixe, se não tiver uma balança à mão
2
C + Circ
PESO (grs) = ------------
800
C + Circ
PESO (grs) = ------------
800
C - Comprimento (cm)
Circ - Circunferência ao quadrado (cm)
Circ - Circunferência ao quadrado (cm)
Para peixes
muito compridos (ex. agulha) divida por 900
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Todo o cuidado é pouco
Aqui fica o vídeo do resgate de dois pescadores que foram apanhados em falso pelo mar, que, felizmente, correu bem. Todo o cuidado é pouco.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Difilobotríase ou doença do peixe cru
Difilobotríase
Doença do peixe crú
Doença do peixe crú
Trata-se
de uma infecção causada por um parasita do peixe, vulgarmente conhecido como a ténia
dos peixes. A contaminação ocorre através da ingestão de peixe cru ou mal
cozido que esteja infectado e a larva desenvolve-se no intestino do hospedeiro
definitivo, o ser humano.
Tal
como na ténia (a chamada bicha solitária) obtida através da carne de porco ou
de bovino mal cozida, o verme desenvolve-se no intestino do hospedeiro e pode
atingir mais de 10 metros de comprimento, dividido em milhares de segmentos. Os
ovos formam-se nos segmentos e passam para as fezes, criando novos focos de
contaminação.
O
parasita dos peixes é um verme (Diphyllobothrium latum) da espécie dos
helmintos e está disseminado por todo o mundo, sendo mais frequente em África,
na Ásia e em muitas áreas do Leste Europeu, bem como na América do Norte e do
Sul.
Na
fase inicial da infecção o indivíduo não costuma apresentar quaisquer sintomas,
mas quando a infecção se torna mais intensa surgem as náuseas, vómitos e
diarreia, perda
de apetite e de peso, carência de vitamina B12 e, ocasionalmente, a obstrução
intestinal e a anemia perniciosa (megaloblástica).
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
NOVEMBRO NA COSTA VICENTINA
Fui passar uns dias até ao Rogil, em Aljezur, e como não podia deixar de ser tinha de ir ao mar tentar a minha sorte. Deixo aqui um relato do que se passou, complementado por algumas fotos.
5 DE NOVEMBRO
Abalei às 5:45 de Lisboa rumo ao Rogil. Depois de lá chegar e ir aviar algum material de que precisava, fui directo a Odeceixe apanhar uns caranguejos e mexilhões para iscar. Os caranguejos eram poucos e estavam escondidos, mas ainda apanhei uns 15. O mar era forte e a previsão era semelhante para toda a semana, pelo que tinha fé que o caranguejo desse algum sargo valente ou mesmo um robalo.
Com o isco desenrascado, fui até um pesqueiro fazer as últimas horas da enchente e um pouco da vazante. Um pesqueiro muito pouco fundo (1 a 2 m de profundidade com mar cheio) que já me deu alguns chibos mas também excelentes pescarias de sargos, quando vão comer ali em cima do laredo, em marés vivas e mar mexido, como era o caso neste dia.
Estava com fé no caranguejo, a primeira iscada foi inteiro e tudo. Para minha
supresa, em menos de um minuto senti um toque bom e lá veio o anzol mas
caranguejo nem vê-lo... bom sinal, só peixe bom se faz assim a um caranguejo
inteiro! Na segunda iscada igual, e ainda em menos tempo aconteceu o mesmo. Mau,
assim já não estou a gostar. Depois disto, os toques com caranguejo
desapareceram.
Experimentei com mexilhão, e nada lá ia comer. Já estava mentalizado num chibo, quando um toque bom no mexilhão me acordou da letargia e, desta vez, consegui ferrá-lo e trazer um bom sargo, entre 400 a 500grs. Ainda tentei enganar outro, mas não tive sorte. Bem, já tenho o meu jantar. Já não preciso de ir ao supermercado e consolei-me com esse pensamento.
Experimentei com mexilhão, e nada lá ia comer. Já estava mentalizado num chibo, quando um toque bom no mexilhão me acordou da letargia e, desta vez, consegui ferrá-lo e trazer um bom sargo, entre 400 a 500grs. Ainda tentei enganar outro, mas não tive sorte. Bem, já tenho o meu jantar. Já não preciso de ir ao supermercado e consolei-me com esse pensamento.
6 DE NOVEMBRO
Era o dia em que se previa mar mais manso, ou menos forte. Era o único dia, tendo
em conta que a maré era ainda grande, em que podia tentar a minha sorte numa "semi-ilhada", mas pelo caminho vi que o mar ainda tinha força.
O objectivo era ir até estas pedras que muitas alegrias e alguns matateus
já me ofereceram. No novo pesqueiro, o mar tinha muita força. Tinha que pescar com
uma chumbadinha de 20grs porque ali, mais pesado, era sinónimo de chumbada presa.
Tentava sempre esperar os raros intervalos em que o mar acalmava, e quando
conseguia, sentia peixe. Numa dessas ocasiões ferrei um sargo com mexilhão. Entretanto, como a a maré subia, ainda
tentei a sorte noutro local ao lado, mas nem um toque senti.
7 DE NOVEMBRO
Fui apanhar mais uns mexilhões, mas também comprei alguma sardinha. Esperava um
mar mais bravo ainda, mas quando cheguei ao pesqueiro, não estava bravo. Estava
bruto mesmo!
O local escolhido adequa-se a este tipo de mar, pelo que fui com alguma expectativa. Esperei um pouco que o mar enchesse, pois ainda seria muito difícil tirar um peixe caso ferrasse um, com muitos rebolos à mostra pelo caminho. Quando os condições melhoraram, comecei a pescar. Comecei a sentir toques, mas não os conseguia ferrar. Estava com um anzol 2/0. À quarta ou quinta tentativa consegui um sargo de palmo, claramente com medida legal, mas não da minha medida., que voltou para o mar. Fiquei desiludido. Então é isto que anda aqui? Com um mar destes? Mas tinha de continuar a tentar.
No meio dos toques e de
outro sargo que foi devolvido, apareceram 2 sargos bons (cerca de 400 grs) que
foram comigo para casa. E ainda um polvo pequeno que trouxe comigo porque sei que o
polvo é um excelente isco com mares fortes, e só não o tinha utilizado antes
porque não tinha!
8, 9, 10 e 11 DE NOVEMBRO
No dia 8 chegou o meu tio, já não fui sozinho. Com a maré baixa decidimos ir até umas
pedras mais dentro do mar. O mar continuava muito forte, mas menos que no dia
anterior. Mesmo assim, pescava-se ali muito mal. E como as águas eram feias,
muito tapadas. Mexilhão nem vale pena usar, se enganar algum só com sardinha,
pensei eu. Mesmo assim não senti um toque nas duas horas que ali estivemos.
Mas há coisas para contar. A uma dada altura chega-se o meu tio ao pé de mim: Já não é grade! Consegues adivinhar o que apanhei?". Eu tentei adivinhar: "Sei lá, uma salema? um bodião?". Era uma moreia - não era grande, mas como se enrolou toda na linha, ia morrer e por isso a trouxemos, e serviu ainda umas boas postas para fritar. E o meio, como que por milagre, o meu tio ainda apanhou um belo sargo, com umas 800 g, com sardinha. Ainda fomos tentar a sorte da baía com o mar cheio - um toque aqui e ali, mas nada de especial. Hoje é que é levo um chibo, pensava. Mas não aconteceu. Uma viúva, e grande (para viúva), salvou-me disso - em surfcasting, com o mar assim. Quem diria?
O Mar subiu de novo. Era maluco outra vez! Para piorar a situação, vento, muito vento de norte. Frio. Águas tapadas. Belas condições para um chibo!
Mas ambos nos safámos com 1 sargo cada um, dos bons, com sardinha., no dia 9.
Com o mar cheio, um surfcasting onde eu apenas senti 2 toques. O meu tio aí
teve a sorte toda. Apanhou um belo sargo quase tirado a ferros (cerca de 800 grs)
e outros 2 com umas 400. Quando a maré vazou fomos para as rochas. Chegámos a um
pesqueiro que me pareceu promissor, depois de uma hora a explorar e encontrar os
melhores caminhos, por entre regos, fundões, rebolos e rochas inclinadas.
Andava-se muito mal ali. Comecei a pescar, só com sardinha, e senti um toque
imediato, com a ferragem desta vez a resultar. Até que enfim um sargo hoje,
pensei. Mas este está um pouco "mole". Quando vi, percebi a "moleza". Um
rascasso. Ora, m*rda! Depois de um trabalhão para tirar o anzol daquilo sem lhe
tocar...
Volto à carga. Toque bom, ferragem e boa luta. Este tem de ser um sargo! E foi mesmo. Excelente sargo, com umas 500/600 g. Volta a isca para a água, outro bom sargo, mas um pouco mais pequeno. Isto promete! Bem, foi sol de pouca dura. A actividade desapareceu com o baixar da maré. Do outro lado, via o meu tio lutar com um peixe que não conseguiu tirar - soltou-se do anzol. Quando já me vinha embora, aconteceu algo inédito para mim - como o peixe não comia comecei a tirar a montagem da água mas estava presa. Ups, soltou. Mas que peso é este? Outro polveco? Não. Era aquilo que podem ver na foto abaixo. Serviu para o petisco!
E assim terminou esta aventura de Novembro. O peixe colaborou pouco, mas as condições eram tudo menos boas. Esperemos melhores dias. Ponto positivo: Não levei nenhum chibo para casa!
Mas há coisas para contar. A uma dada altura chega-se o meu tio ao pé de mim: Já não é grade! Consegues adivinhar o que apanhei?". Eu tentei adivinhar: "Sei lá, uma salema? um bodião?". Era uma moreia - não era grande, mas como se enrolou toda na linha, ia morrer e por isso a trouxemos, e serviu ainda umas boas postas para fritar. E o meio, como que por milagre, o meu tio ainda apanhou um belo sargo, com umas 800 g, com sardinha. Ainda fomos tentar a sorte da baía com o mar cheio - um toque aqui e ali, mas nada de especial. Hoje é que é levo um chibo, pensava. Mas não aconteceu. Uma viúva, e grande (para viúva), salvou-me disso - em surfcasting, com o mar assim. Quem diria?
O Mar subiu de novo. Era maluco outra vez! Para piorar a situação, vento, muito vento de norte. Frio. Águas tapadas. Belas condições para um chibo!
Mas ambos nos safámos com 1 sargo cada um, dos bons, com sardinha., no dia 9.
Depois de um descanso no dia 10, no dia 11 decidimos arriscar um local que não conhecemos bem. O mar era
mais manso, mas ainda vinham de vez em quando alguns enchios. Águas feias e
alguma nortada.
Volto à carga. Toque bom, ferragem e boa luta. Este tem de ser um sargo! E foi mesmo. Excelente sargo, com umas 500/600 g. Volta a isca para a água, outro bom sargo, mas um pouco mais pequeno. Isto promete! Bem, foi sol de pouca dura. A actividade desapareceu com o baixar da maré. Do outro lado, via o meu tio lutar com um peixe que não conseguiu tirar - soltou-se do anzol. Quando já me vinha embora, aconteceu algo inédito para mim - como o peixe não comia comecei a tirar a montagem da água mas estava presa. Ups, soltou. Mas que peso é este? Outro polveco? Não. Era aquilo que podem ver na foto abaixo. Serviu para o petisco!
E assim terminou esta aventura de Novembro. O peixe colaborou pouco, mas as condições eram tudo menos boas. Esperemos melhores dias. Ponto positivo: Não levei nenhum chibo para casa!
Fotos e texto: Jorge Ponte
sábado, 16 de novembro de 2013
Como remover uma fateixa espetada (vídeo)
Uma das muitas situações desagradáveis (e perigosas) que podem acontecer na pesca é a de uma fateixa espetada. Aqui fica em vídeo uma das formas de se resolver a situação.
ATENÇÃO
Só deve ser feito por quem saiba mesmo o que está a fazer para que não corra mal.
domingo, 27 de outubro de 2013
CURIOSIDADES - AS TREMELGAS
OS TORPEDINIDEOS
Ordem: Torpediniformes
Família: Torpedinidae
Género: Torpedo
Espécie: T. torpedo
Nomes-comuns: Torpedo, tremedeira, treme-mão ou tremelga
Algumas
espécies de raias têm a capacidade de produzir electricidade que pode provocar
choques violentos, de cerca de 200 volts, durante ataques às suas presas ou em situações
de perigo / auto-defesa. São conhecidas
por tremelgas e são comuns na costa portuguesa, nomeadamente na costa Mediterrânea.
O
aparelho eléctrico destes animais é composto por cerca de 3 milhões de células
equiparadas a pequenas pilhas eléctricas independentes. As descargas são sempre
feitas na vertical, sendo o positivo na parte superior do dorso e o negativo na
parte inferior - o que quer dizer que, para se sentir o choque, terá de se
fechar o circuito, isto é, tocar no animal em pontos diferentes, na parte de
cima e na parte de baixo ao mesmo tempo.
As tremelgas
não atingem tamanhos relevantes, não ultrapassando, em regra, os 60 cm de
comprimento. Encontram-se geralmente meio enterradas na areia ou no lodo de
fundos até aos 180 metros, têm um corpo arredondado, uma pele lisa e nua e cauda
curta, sendo muito raro encontrá-las perto da superfície. São essencialmente
carnívoras, alimentando-se de moluscos, vermes, crustáceos e, ocasionalmente,
de peixes mais pequenos. O pequeno tamanho da boca e a sua posição na parte
inferior do corpo dificulta a captura de peixes, pois têm necessidade de se
colocar por cima das presas para que as possam comer.
É utilizada para a alimentação humana, e foi usada na medicina pelos antigos Romanos
e Gregos para tratamento de dores musculares devido às suas propriedades eléctricas. Nos séculos XVIII e
XIX usavam o óleo de fígado de tremelga como combustível para iluminação.
Foto: Blogue o Fogão do Kuka
É conhecida em algumas zonas do Algarve por "galinha do mar" porque as suas barbatanas fazem lembrar asas de galinha, devido ao seu feitio. Apesar do seu aspecto estranho, a sua carne tem um sabor delicado e é um excelente peixe para a confecção de caldeiradas.
domingo, 6 de outubro de 2013
Pesca de kayak
Mais um excelente vídeo do amigo Rui Carvalho, um especialista neste tipo de pesca.
Para além de pescador, o Rui vende os melhores kayaks do mercado e todo o tipo de material relacionado e ainda trata da documentação necessária.
Para além de pescador, o Rui vende os melhores kayaks do mercado e todo o tipo de material relacionado e ainda trata da documentação necessária.
Lula gigante encontrada em Espanha
No passado dia 1 de Outubro, na praia de "La Arena", na cidade de Pechón (Cantábria), deu à costa o cadáver de uma lula gigante fêmea (Architeuthis spp), arrastado pelas corrente marítimas, com 180 kgs e mais de 10 metros de comprimento - cada olho do animal tinha um diâmetro de cerca de 25 cm e cada ventosa mais de 5 cm de diâmetro.
Estes animais, pouco conhecidos e muito pouco estudados, vivem a grandes profundidades nos oceanos (mais de 1.000 metros), um pouco por todo mundo, e chegar aos 15 m de comprimento. O único predador que se lhes conhece é o cachalote.
Júlio Verne, na sua obra "Vinte mil léguas submarinas" escrita em 1870, já fazia referência a estes monstros marinhos.
Aqui em Portugal, neste Verão, no passado dia 18 de Julho de 2013, o pescador Eduardo Pinto, de 50 anos, mais conhecido em Sesimbra por ‘mestre Xixa', lançou as redes ao mar, de madrugada, para apanhar pescadas e sargos, mas não imaginava que viesse também à rede uma lula gigante de 6,5 metros de comprimento e 50 kgs de peso, a maior que já se viu em Sesimbra, garantem. Para colocar a lula no barco (de 5 metros), ‘mestre Xixa' teve primeiro de cortar-lhe a cabeça, porque não cabia inteira na embarcação. O molusco foi apanhado a 500 m de distância da costa.
A lula gigante atraiu muitos curiosos ao porto de abrigo de Sesimbra, que não quiseram perder a oportunidade de registar o acontecimento, através de vídeo e fotografia.
O canhão de Setúbal, que está perto da costa, pode explicar o aparecimento destes animais. Não é um acontecimento novo, mas é raro. As lulas podem estar doentes ou feridas, devido às redes de pesca, e andarem à deriva para mais próximo da costa.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Um peixe bastante perigoso (papa tintins)
Um pacu, um peixe originário da América do Sul, parente das piranhas, com dentes poderosos preparados para partir nozes e frutos duros, foi pescado no lago Oresund, na Suécia, levando a que as autoridades emitissem avisos muito sérios, alertando para que as pessoas do sexo masculino passem a ter muito cuidado nos banhos no lago, resguardando sempre as suas partes íntimas, e que nunca, mas mesmo nunca, tomem banho sem os respectivos calções.
Os pacus são conhecidos por ataques às partes íntimas dos banhistas do sexo masculino, com dentadas poderosas que podem arrancar ou esmagar as mesmas, havendo vários relatos de acidentes em alguns locais do mundo, nomeadamente no Brasil e na Nova Guiné.
As autoridades suecas desconhecem como apareceram os pacus no lago, acreditando tratar-se de alguém que os tinha em aquários que os tenha solto no lago.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
RUIXÓ - Um ferro (âncora) revolucionário
RUIXÓ
Ocean Blue

Uma empresa espanhola iniciou a comercialização de um ferro para embarcações de recreio que, segundo afirma, nunca ficará preso no fundo, sendo sempre recuperável. Trata-se de um sistema aparentemente simples, com borrachas que fazem toda a diferença.
O sistema de borrachas, cujo número aumenta consoante a corrente e o tamanho do barco, permite que, para se levantar o ferro, se prenda o respectivo cabo à embarcação e...marcha avante. O sistema automático faz com que as puas se abram (num ângulo de 170 graus) soltando o ferro, que depois de solto volta à posição original, permitindo que, por exemplo, se possa mudar de pesqueiro sem necessidade de o levantar do fundo.
Veja o vídeo com as explicações
sábado, 27 de julho de 2013
Finalmente publicadas as alterações à Lei da pesca
Uma das alterações foi o fim das licenças de pesca local apeada nos moldes actuais (era emitida para a área de uma só capitania e limítrofes, com um preço de 6 euros ano), que foram substituídas por apenas uma licença de pesca apeada válida para todo o território nacional, sendo o valor alterado para 8 euros /ano.
Também o valor das coimas actuais foi alterado para cerca de metade, uma vez que foi reconhecido o seu exagero. (a falta de licença de pesca implicava, na anterior legislação, coimas entre os 500 e os 3.740 euros).
quinta-feira, 4 de julho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
ALTERAÇÕES À LEI QUE REGULAMENTA A PESCA
Conforme anunciámos em Outubro passado, a legislação que regulamenta a pesca lúdica em Portugal vai sofrer alterações substanciais, tornando-se menos restritiva, na sequência de uma proposta de um grupo de trabalho criado pelo Governo, que integra várias comissões de pescadores.
Está previsto que, após vários atrasos, as alterações à legislação sejam aprovadas na próxima terça-feira, dia 25 de Junho.
Uma das alterações será o fim das licenças de pesca local apeada nos moldes actuais (é emitida para a área de uma só capitania e limítrofes, com um preço de 6 euros ano), que serão substituídas por apenas uma licença de pesca apeada válida para todo o território nacional, sendo o valor alterado para 8 euros / ano.
Também o valor das coimas actuais deverá ser alterado para cerca de metade, uma vez que foi reconhecido o seu exagero. (a falta de licença de pesca implica, na legislação em vigor, coimas entre os 500 e os 3.740 euros).
No PSACV – Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, onde apenas os residentes podem proceder à apanha de marisco, e onde também é proibido pescar às quartas-feiras, a proposta contempla o fim destas discriminações, bem como o fim do defeso do sargo.
O Katembe saúda estas alterações, que pretendem corrigir algumas verdadeiras barbaridades herdadas do anterior Governo, e que motivaram, na altura, várias manifestações de pescadores, desagradados com as medidas aprovadas.
Ainda que se desconheçam neste momento todas as alterações propostas, estamos convictos de que muita coisa que necessita de ser alterada ficará ainda na Lei, pois esta legislação afecta de forma injusta os cerca de 200 mil pescadores lúdicos portugueses.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
OS CARRETOS ABU GARCIA
Os carretos Abu Garcia, de origem sueca, são fabricados nos Estados Unidos desde 1950 (THE GARCIA CORPORATION USA). Criada em 1921 - (A B Urfabriken), era, originalmente, uma fábrica de relógios. telefones e táximetros, tendo-se iniciado no fabrico de artigos de pesca em 1947. Entre 1979 e 1980 associou-se à empresa francesa Mitchel - (Abu Garcia. Mitchell S.A) mas voltou a seguir o seu caminho sozinha.
A engenharia de precisão utilizada no fabrico dos seus carretos garante grande suavidade no funcionamento, potência, fiabilidade e ainda uma reconhecida durabilidade. Também a sua ergonomia e excepcional qualidade das bobines são bem conhecidas dos pescadores. Dizem os apreciadores que não há Shimanos, Daiwas nem Okumas que se lhes comparem...
Os carretos da marca mais raros e antigos valem hoje, para coleccionadores, milhares de euros.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Os peixes sentem dor?
Este
tema foi sempre alvo de controvérsias. Sendo aceite que a sensação de dor é uma
das condições indispensáveis para a sobrevivência de uma espécie, segundo a
opinião dos biólogos, os "defensores dos animais", que também comem
carne e peixe, sempre usaram o argumento da "dor provocada pelos
pescadores aos peixes" na pesca lúdica ou desportiva, para condenarem esta
prática.
Certo
é que o conceito de dor nos humanos e em todos os mamíferos, que têm uma área
especializada do cérebro e terminais nervosos que servem unicamente para a
transmissão da dor, não pode, de modo nenhum, ser comparável ao dos restantes
seres vivos. Veja-se, por exemplo, uma largartixa à qual se corta a cauda, um
insecto a que se arranca a cabeça ou as patas e cuja reacção é de defesa ou
fuga, reacções que são uma resposta fisiológica natural a uma situação ameaçadora,
segundo os neurobiologistas, pela ausência de terminais nervosos suficientes para
transmitirem dor ou sofrimento.
Bem,
há também quem acredite que apenas os seres com alma têm a capacidade de sentir
tanto a dor física como todo o outro tipo de dores, incluindo os mamíferos nos
seres com alma, mas isto são outras discussões...
Um
estudo levado a cabo por cientistas da Universidade de Wisconsin (EUA) e
publicado no jornal científico Fish and Fisheries acaba de concluir, de forma
categórica, que os peixes são incapazes de sentir dor, mesmo quando fisgados
com anzol e submetidos a lutas prolongadas com o pescador. De acordo com o referido
estudo, quando um peixe se debate após ser fisgado, está apenas a reagir de
forma mecânica e inconsciente, sem sofrer qualquer tipo de dor.
Foram
efectuadas experiências durante as quais se inseriram agulhas com veneno de abelha e
ácido em espécimes de truta arco-íris e, apesar de terem sido injectadas
grandes quantidades destas substâncias, que causariam dores horríveis a seres humanos,
as trutas não mostraram qualquer sensação, pelo que é altamente improvável que
um peixe possa sentir dor, segundo Jim Rose, professor de zoologia e biologia
da instituição, que coordenou o estudo.
Apesar das conclusões deste estudo. os seus responsáveis apelaram aos pescadores para que os peixes sejam tratados com respeito.
Os peixes e todos os animais, acrescento eu.
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