Ontem, domingo, 4 horitas no Katembe I para umas safias e choupas, que acabaram por vir acompanhadas por alguns carapaus. Também as bogas por lá andaram a fazer-nos perder tempo!
Pescar é enfrentar saudáveis desafios, é fazer amizades, é conhecer novos lugares e abrir novos horizontes. É conviver com a natureza. É ser companheiro.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Sargalhada ao fundo !
Chegados ao pesqueiro, foi logo montar as caniças.
Uma cana iscada com tita e caranguejo noutra. Na minha isquei minhoca de sangue e caranguejo.
Eu não faço maus lançamentos, mas vá lá saber-se porquê, o meu amigo Estica faz sempre uns 10 / 15 metros a mais que eu...
Uma cana iscada com tita e caranguejo noutra. Na minha isquei minhoca de sangue e caranguejo.
Eu não faço maus lançamentos, mas vá lá saber-se porquê, o meu amigo Estica faz sempre uns 10 / 15 metros a mais que eu...

Na primeira recolha vinha tudo limpinho, tanto os caranguejos como a sanguinária.
Iscámos novamente e tornámos a lançar e passados minutos aconteceu um bom toque na cana iscada com tita e pensámos "não são douradas mas é bom".
Eu meti uma tita onde tinha caranguejo e mandei uma pedrada lá para dentro, ele tornou a colocar tita... e a lançar e veio o primeiro sargo de bom porte.
Passado nem 15 minutos saíu outro sargo, um pouco mais pequeno mas também pretinho!


Volto a iscar a cana em que tinha minhoca de sangue e cravo um sarguinho, mais pequenino, jeitosinho mas branquinho.
Comecei a pensar que a haver douradas estas andariam afastadas, pelo que pedi ao Estica para lançar a Accura para longe, dado que tinha tita, e ele aplicou-lhe um lançamento à sua moda! Esperámos um bocadinho, deitados no areal... quando vejo a cana a vir para trás e zás, sai outro sargo jeitoso, mas também branquinho.
Nesta altura estávamos já satisfeitos - tinhamos chegado ao pesqueiro às 22h30, e já era uma da manhã quando saiu o 4º sargo.
Comecei a pensar que a haver douradas estas andariam afastadas, pelo que pedi ao Estica para lançar a Accura para longe, dado que tinha tita, e ele aplicou-lhe um lançamento à sua moda! Esperámos um bocadinho, deitados no areal... quando vejo a cana a vir para trás e zás, sai outro sargo jeitoso, mas também branquinho.
Nesta altura estávamos já satisfeitos - tinhamos chegado ao pesqueiro às 22h30, e já era uma da manhã quando saiu o 4º sargo.

Nova iscadela com tita (era às meias titas dobradas e atadinhas) e enquanto pensava "tenho que lançar tanto como este parceiro" faço um lançamento potente na Accura, e vi pelo fio ( muda de cor ) que tinha lançado só menos uns 5 metros que ele! Ganhei esperança e, ao fim de quase meia hora, lá tive um toque e mais um sargo bom!
domingo, 18 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A pescaria do Tiago

Vento Sul, decidi ir para a zona da Consolação com o Estica; o mar estava mexido, tempo encoberto. Antes foi tempo de se fazerem montagens novas nos carretos e olear o rodizio.
Como isco levávamos aqueles considerados de "Luxo": Titas, Americana, Lula, Grilo, Caranguejo 2 cascos e Pilado. A Noite começou mal! A água corria a Norte, mesmo com chumbada de 150grs, mas os estralhos não enrolavam, o que era bom. O Estica meteu um pilado e eu uma americana para iniciarmos as hostilidades; recolhemos e tudo limpinho, nem a Potenza nem a SAT bateram!
Meto um caranguejo de 2 cascos e ele uma americana com o mesmo resultado; acho que deviam ser a sarguetas pequenas a limpar os anzóis.
Pouco depois isquei com um dos meus iscos de eleição, o Grilo e tenho de imediato um toque, mas não ferrou.
Nova xuxa de grilo e passado 5 minutos a cana bate. Finalmente!
Percebo que se trata de um peixe grande. Para quem conhece a praia da Consolação aquilo afunda onde o mar enrola, o que torna a saída do peixe complicada, ainda para mais com 0.20 como eu tinha!
O peixe puxava pouco fio quando se queria mexer, e lá foi vindo, com muita calma, sem stress... Na altura de o puxar para fora o mar não ajudou - queria era levá-lo para dentro, sempre com muita calma, sangue-frio, drag aberto, drag fechado, drag todo aberto e lá chegou, glorioso!
Fiquei felicíssimo quando o Estica me gritou que era um "robalão"...
Pesou 4,8kgs !
Texto e fotos: Tiago Pacheco
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A minha 1ª pescaria embarcada
Ora bem , eram 4h30m estava no porto de Peniche e a ansiedade era grande mas o receio ainda era maior.. tudo me vinha à cabeça, mas sempre que os maus pensamentos me atormentavam eu recorria a todos os conselhos que me foram dando aqui no Katembe.
4h50m - começava a viagem no mar das tormentas - ao sairmos da barra logo se fez sentir o mar enorme que estava (vagas que chegaram a atingir mais de 4m) ...todo eu tremia mas sempre tentando abstrair-me. Quando fundeámos e começámos a pescar tentei não pensar em nada, mas lá ia olhando em redor sempre que uma enorme vaga vinha na direcção do barco.
4h50m - começava a viagem no mar das tormentas - ao sairmos da barra logo se fez sentir o mar enorme que estava (vagas que chegaram a atingir mais de 4m) ...todo eu tremia mas sempre tentando abstrair-me. Quando fundeámos e começámos a pescar tentei não pensar em nada, mas lá ia olhando em redor sempre que uma enorme vaga vinha na direcção do barco.
Quando começaram a sair os primeiros peixes lá consegui ficar indiferente ao que me ia na alma e ao fim 3h horas de pesca e apenas com 1 faneca, 1 carapau e 1 cavala já achava que se não tinha enjoado até ali com aquele mar enorme já não aconteceria nada!
Comi então pela 1ª vez, bebi uma jola e descobri que estava completamente enganado e tinha "falado" antes do tempo...voltaram os maus pensamentos e, pior, comecei a ficar indisposto. Ao fim de uma hora de indisposição apanho 2 safias de 1 vez, na ordem das 600 gr cada uma. Qual indisposição qual quê, eu só pensava em apanhar mais...
Acabou por correr tudo bem, foi fantástico só penso na próxima vez.
O carreto que utilizei é um dos meus de surfcasting (Banax 5600 Poseidon) e a cana comprei-a de propósito para a ocasião (Hiro Blackhawck 2,70).
A acção de pesca é fantástica, adorei, apesar de achar que tirar peixe na embarcada é bem mais fácil do que na apeada, ou seja, trabalhar o peixe na embarcada é bem mais fácil do que na apeada. Apesar de não ter tirado nenhum grande boa luta, na apeada seria bem mais difícil sacá-las.
Apesar de não ter muitas fotos do acontecido, porque, sinceramente, estava mais preocupado em sentir-me bem e pescar, deixo as que consegui.
Iceman
Texto e fotos
A acção de pesca é fantástica, adorei, apesar de achar que tirar peixe na embarcada é bem mais fácil do que na apeada, ou seja, trabalhar o peixe na embarcada é bem mais fácil do que na apeada. Apesar de não ter tirado nenhum grande boa luta, na apeada seria bem mais difícil sacá-las.
Apesar de não ter muitas fotos do acontecido, porque, sinceramente, estava mais preocupado em sentir-me bem e pescar, deixo as que consegui.
Iceman
Texto e fotos
domingo, 28 de agosto de 2011
Saída de Hoje no Katembe I
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Iscar mexilhão
Bastante fácil de encontrar mas muito pouco utilizado devido à dificuldade em se iscar, o mexilhão é um isco particularmente eficaz para os sargos, safias, choupas e douradas, mas também para outras espécies mariscadoras. Pode iscar-se sem a casca, utilizando-se a técnica universal com o fio elástico para o prender.
Mas para as grandes douradas e sargos, a melhor forma é mesmo a iscada com casca.
Ficam dois vídeos com a demonstração.
Mas para as grandes douradas e sargos, a melhor forma é mesmo a iscada com casca.
Ficam dois vídeos com a demonstração.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Julho na Costa Vicentina

Para não ter que estar aqui a descrever mais de 20 pescarias, apresento uma tabela-resumo, uma espécie de Diário de Pesca deste mês. Um mês em que o tempo não colaborou, muita nortada e águas muito frias para a época (cerca de 15/16ºC). Estas condições tornaram a pesca mais complicada, as safias não encostaram tanto como noutros anos por esta altura, os robalos eram na grande maioria sem medida... apesar de tudo, o balanço é razoável, 217 peixes capturados, sem contar com bogas, salemas, bodiões, rascassos, tainhas e afins.
Ficam algumas fotos:

Foram utilizados várias técnicas de pesca, as que achei que melhor se ajustavam ás condições e locais: fundo, bóia, chumbadinha, surfcasting... os iscos utilizados foram mexilhão e sardinha, às vezes camarão. Fiz uma única iscada com minhoca da pedra que apanhei na hora, e saiu a única dourada do mês! As melhores capturas foram então a tal dourada, alguns sargos de quilo, uma bica e um safio que capturei numa pescaria nocturna, com 3 kg.


Fotos e texto: Jorge Ponte
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Lúcio - perca
Por vezes o mar bate demasiado ou de menos e a pesca torna-se complicada; nesses dias prefiro dar umas voltas pelo Douro, e uma das espécias que mais gosto de pescar em rio é o Lúcio-perca, apesar da luta não ser nada de incrível é sempre engraçado ver aquelas bocas com uns dentes de meter respeito.
O que vou escrever vai certamente contra tudo o que se escreve nas revistas especializadas, o que não quer dizer que estas estejam erradas. O que aqui deixo é fruto das minhas centenas de horas de experiências e aperfeiçoamento e que melhores resultados me têm dado.
O que vou escrever vai certamente contra tudo o que se escreve nas revistas especializadas, o que não quer dizer que estas estejam erradas. O que aqui deixo é fruto das minhas centenas de horas de experiências e aperfeiçoamento e que melhores resultados me têm dado.
Sei também que a maior parte do pessoal aqui já sabe disto tudo há anos, mas pode sempre haver alguém que não saiba, ou porque mora longe de um rio ou porque prefere pescar no mar e assim tem algo para se entreter.
Vamos agora ao que interessa: muito se tem dito sobre os lúcio-perca; que se encontram a grandes profundidades e que os maiores exemplares são apenas atingíveis de barco; para mim nunca foi o caso, pois a maior parte dos peixes que tirei foi a um ou dois metros de mim; é uma verdadeira emoção ver os ataques... um reflexo a vir do fundo e assim que ferram as amostras é ver o dourado do corpo a tentar fugir...
Vamos agora ao que interessa: muito se tem dito sobre os lúcio-perca; que se encontram a grandes profundidades e que os maiores exemplares são apenas atingíveis de barco; para mim nunca foi o caso, pois a maior parte dos peixes que tirei foi a um ou dois metros de mim; é uma verdadeira emoção ver os ataques... um reflexo a vir do fundo e assim que ferram as amostras é ver o dourado do corpo a tentar fugir...
Os melhores locais são os que têm muita pedra e só depois os com vegetação; muitos dos meus peixes estão entocados e vejo-os perfeitamente quando saem direitos à amostra!
As melhores amostras e as que me têm proporcionado melhores resultados são, sem qualquer dúvida, os grub, animados com velocidade reduzida e com a ponteira a ser levantada, fazendo a amostra sair do fundo e voltando a descer, enquanto se faz uma recuperação lenta. Esta técnica costuma dar bons resultados e muitas vezes os grub são completamente engolidos.
A minha cor preferida, e mais uma vez entro em contradição com as revistas especializadas, varia entre o verde fluorescente, para águas muito tapadas ou fundas e para águas claras ou pouco fundas uso grubs totalmente transparentes com um cabeçote verde fluorescente; a opinião das revistas é que o branco é a melhor cor; no entanto nunca apanhei um único peixe utilizando amostras dessa cor e não foi por falta de tentativas, incluindo dias em que estavam a morder bem... quando mudava para branco os ataques paravam e assim que voltava a mudar recomeçavam.
João Pinto
Texto e vídeo
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