Pescar é enfrentar saudáveis desafios, é fazer amizades, é conhecer novos lugares e abrir novos horizontes. É conviver com a natureza. É ser companheiro.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Lucio-perca no Douro

Mais um excelente vídeo do amigo João Pinto (Fórum Katembe)


Por João Pinto

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os peixes sentem dor?

Este tema foi sempre alvo de controvérsias. Sendo aceite que a sensação de dor é uma das condições indispensáveis para a sobrevivência de uma espécie, segundo a opinião dos biólogos, os "defensores dos animais", que também comem carne e peixe, sempre usaram o argumento da "dor provocada pelos pescadores aos peixes" na pesca lúdica ou desportiva, para condenarem esta prática.

Certo é que o conceito de dor nos humanos e em todos os mamíferos, que têm uma área especializada do cérebro e terminais nervosos que servem unicamente para a transmissão da dor, não pode, de modo nenhum, ser comparável ao dos restantes seres vivos. Veja-se, por exemplo, uma largartixa à qual se corta a cauda, um insecto a que se arranca a cabeça ou as patas e cuja reacção é de defesa ou fuga, reacções que são uma resposta fisiológica natural a uma situação ameaçadora, segundo os neurobiologistas, pela ausência de terminais nervosos suficientes para transmitirem dor ou sofrimento.



Bem, há também quem acredite que apenas os seres com alma têm a capacidade de sentir tanto a dor física como todo o outro tipo de dores, incluindo os mamíferos nos seres com alma, mas isto são outras discussões...

Um estudo levado a cabo por cientistas da Universidade de Wisconsin (EUA) e publicado no jornal científico Fish and Fisheries acaba de concluir, de forma categórica, que os peixes são incapazes de sentir dor, mesmo quando fisgados com anzol e submetidos a lutas prolongadas com o pescador. De acordo com o referido estudo, quando um peixe se debate após ser fisgado, está apenas a reagir de forma mecânica e inconsciente, sem sofrer qualquer tipo de dor.




Foram efectuadas experiências durante as quais se inseriram agulhas com veneno de abelha e ácido em espécimes de truta arco-íris e, apesar de terem sido injectadas grandes quantidades destas substâncias,  que causariam dores horríveis a seres humanos, as trutas não mostraram qualquer sensação, pelo que é altamente improvável que um peixe possa sentir dor, segundo Jim Rose, professor de zoologia e biologia da instituição, que coordenou o estudo.

Apesar das conclusões deste estudo. os seus responsáveis apelaram aos pescadores para que os peixes sejam tratados com respeito.

Os peixes e todos os animais, acrescento eu.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pesca ao Achigã e Lucio-perca - 19-5-2013



Pesca ao achigã e lúcio-perca (pesca e solta)
Pescador e autor do vídeo - João Pinto - Fórum Katembe


 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Peixe estranho capturado no Cabo de S. Lucas

Mário Bañaga pesca há mais de 18 anos na zona do Cabo de S. Lucas. No passado dia 10 de Maio, quando pescava com amigos a bordo da embarcação "Glória", Mário capturou um peixe estranho e misterioso com 7 quilos - com uma cabeça levantada e uma estranha e enorme boca escancarada.




Nunca tinha visto um peixe igual ou sequer semelhante, pelo que colocou as fotos no Facebook para ver se alguém conseguia identificar a espécie. Depois de muitos palpites errados, Eric Brictson, proprietário de uma empresa de pesca turística na região, identificou o peixe como sendo da espécie Stargazer Pacífico. São peixes bizarros,  raramente vistos, predadores de grandes profundidades e com a capacidade de provocarem descargas eléctricas e possuirem vários espinhos extremamente venenosos.

Olhando com atenção para a 1ª foto, podem ver-se os orgãos que emitem as descargas eléctricas por cima dos olhos, semelhantes a "sobrancelhas".








Fonte: Yahoo Sports

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A última pescaria do João


06,30H no Lumiar. O Zé Lopes e o Valdemar chegaram à minha casa com aqueles sorrisos que perspectivavam “o dia” especial que nós sempre imaginamos e que podem mesmo acontecer.

Na A5, em direcção à marina de Cascais, parámos no snack das bombas para aconchegar os estômagos (não foram as morcelas mas no meu caso… francesinhas) e beber um cafézinho. Era o 25 de Abril e àquela hora encontrámos dezenas de polícias de trânsito concentrados ali para fiscalizar o dia feriado, talvez no Palácio de Belém, ali perto. 

Já na marina, o amigo Sousa Rego apareceu e juntámo-nos então todos ao mestre António Lemos para iniciarmos a viagem. Ao passarmos o cabo Raso fizemos o rumo para um dos meus pesqueiros preferidos, já que o tempo, sem vento e o mar com ondas de 2 metros, ajudavam a manter uma velocidade constante, pelo que chegámos rapidamente ao pesqueiro.

Uso, normalmente, prontinhas a pescar, 2 canas, uma à chumbadinha com 2 anzóis de 3 ou 4/0 na ponta e 5/0 a correr num aparelho único (tamanho 12 a 15 cm já com o destorcedor) e chumbadinha de 50 a 80 gr. para sardinha inteira - a outra com um aparelho também feito por mim, de 3 anzóis com 4 ou 5/0 em baixo, 2/0 no meio e um pequeno em cima - este anzol pequeno só (quase) me serve para sentir a actividade existente lá em baixo sendo que muitas das vezes nem isco lhe ponho. Como se deduz, não estou a pescar ao peixe miúdo embora este até caia bastas vezes. 

Durante a manhã o pessoal foi pescando sargos, fanecas e carapaus tendo também eu acabado por apanhar uma boa choupa, um besugo, uma abrótea e um sargo. 

A seguir fomos presenteados com a visão de uma vintena de roazes o que foi mais uma achega ao espectáculo do dia. O Valdemar apanhou a seguir um polvo muito bom e finalmente o Sousa Rego “amandou-se” com o belo vermelhinho (que vemos na foto) e que só de o pensar comigo sentado à mesa é de lamber os lábios.


Estava com a chumbadinha e foi então que eu dei o meu habitual grito de guerra “TEM PAI QU’É CEGOOOOOOOOOOOO….”. Era um predador dos azuis, esperei que o António Lemos me desse o animal para a foto da praxe e no fim foi como sempre fazemos, libertado em perfeitas condições e desapareceu num ápice.



Lanço de novo a chumbadinha e quase de imediato nova luta e novo grito de guerra. Desta vez era um belo Pagrus Pagrus que de tão bonito me fez prolongar o grito a ficar sem voz. Aqui está ele. Se em vez de pargo fosse mulher eu diria “é mesmo linda de morrer….”.


Por volta das 2 horas o vento levantou-se e por precaução rumámos a terra e parámos na Guia, local bem abrigado, com 15 a 20 metros de fundo, mas que só dá mesmo para passar o tempo o que não foi este o caso. O amigo Valdemar para contrariar pesca-me esta preciosidade. É um “CENTROLOPHUS NIGER” o seu nome comum é Liro-preto ou apenas Liro em Cabo Verde, tinha aproximadamente 35 cm e pesaria 500 gr. Não haverá registos seus de aparecimento na zona de Cascais e muito menos tão perto da costa. É um animal de profundidade, com habitat normal de entre os 300 e 700 mts. Os juvenis (adultos chegam a atingir 1,5mts.) procuram águas menos profundas tendo sido já localizados a 40 metros (mas não por cá) enquanto os adultos já foram detectados a 1050 mts. de profundidade. Pena ter morrido, é um acontecimento realmente raro para relembrar.


E desta fico-me por aqui.
Abraços

João

Texto e fotos: João Arietti

domingo, 5 de maio de 2013

A origem e o significado de carapau de corrida


O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade. 
Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentanto chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado peixe melhor e mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila. Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar.