Pescar é enfrentar saudáveis desafios, é fazer amizades, é conhecer novos lugares e abrir novos horizontes. É conviver com a natureza. É ser companheiro.

sábado, 23 de janeiro de 2010

À bóia na Praia Pequena

O isco era sardinha e camarão. Faço um balde de engodo, como é habitual na pesca á bóia e toca a pescar. Pesca a correr normalmente, com pequenos toques aqui e ali, mas nada de peixe. A maré continua a subir, com águas azuis e bem mexidas, com boas perspectivas para ferragem de peixe, e vou alternando tanto a altura da bóia como o isco, pois sei que eles andam por lá.
Tiro então dois bonitos sargos, que me deixam feliz.

O tempo vai passando e já na vazante deixo de sentir peixe. Mudo então de técnica e de material: monto uma cana de bóia de 4,5m Mário Barros Super - Magoito, chumbadinha de correr e um bela iscada de sardinha - esta é a altura com as condições ideais para ferrar uns peixes, pois o pesqueiro é conhecido pelos bons exemplares na vazante.

Aumenta de novo a esperança de um bom exemplar. Vou alternando o camarão com a sardinha, pois sei que nos caneiros abaixo passam grandes robalos, embora os toques que vou sentindo sejam de sargos.

Vou lançando e recolhendo até que, numa das vezes, ferro um peixe com uma força enorme que nem me dá tempo para reagir. Apesar de estar a pescar com a cana na mão e com o drag um pouco folgado, o impacto da ferragem leva-me a ponteira até à água e parte-me a linha, com a força do peixe. Mesmo que quisesse fazer alguma coisa não conseguia, tal a violência do toque.

Revivendo o momento, acredito que o peixe perdido seria uma dourada grande, das que por vezes aparecem naquele local.

E foi com este episódio que finalizei a pescaria, abandonando o pesqueiro com o consolo de ter sentido, mais uma vez na vida, um bom exemplar na ponta da minha cana.

Texto e fotos: RubenRoche

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Os Heróis da Ilha do Corvo

A Ilha do Corvo, a mais pequena das 9 ilhas do arquipélago dos Açores, tem apenas 6,5 km de comprimento e 4 km de largura (17,13 km2), e cerca de 400 habitantes. O acesso de barco a partir da ilha mais próxima (Flores) dura cerca de hora e meia.

O mau tempo que se tem feito sentir provocou alguma escassez de bens de primeira necessidade na Ilha devido às dificuldades na entrada do navio de abastecimento no Porto da Casa, pelo que a opção encontrada foi fazer o transbordo da mercadoria fora do porto para um semi-rígido, que por sua vez fez a descarga no cais.

Nos dois vídeos abaixo, que aconselhamos sejam visionados na íntegra, pode ver-se a coragem da tripulação do semi-rígido, que arrisca a vida para levar a cabo a operação.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Atum rabilho em extinção

O atum rabilho (thunnus thynnus) foi incluído pela WWF (World Wildlife Fund) na lista das dez espécies do planeta mais ameaçadas neste ano de 2010. A WWF, uma Organização de defesa da vida selvagem e do ambiente está activa em Portugal desde 1995.

"A WWF quer ver o atum-rabilho sobreviver no futuro, porque é uma espécie maravilhosa e tem suportado a indústria de pesca desde há milhares de anos" disse o Dr Sergi Tudela, Director do Programa Pescas da WWF Mediterrâneo. "Assegurar a exploração comercial sustentável do atum-rabilho, é missão que tem falhado de forma desastrosa, conduzindo a um cenário em que não resta nenhuma outra opção a não ser a proibição da pesca desta espécie e deixar este peixe recuperar. É a única saída, não existe um possível Plano B."