
Tiro então dois bonitos sargos, que me deixam feliz.

Aumenta de novo a esperança de um bom exemplar. Vou alternando o camarão com a sardinha, pois sei que nos caneiros abaixo passam grandes robalos, embora os toques que vou sentindo sejam de sargos.
Vou lançando e recolhendo até que, numa das vezes, ferro um peixe com uma força enorme que nem me dá tempo para reagir. Apesar de estar a pescar com a cana na mão e com o drag um pouco folgado, o impacto da ferragem leva-me a ponteira até à água e parte-me a linha, com a força do peixe. Mesmo que quisesse fazer alguma coisa não conseguia, tal a violência do toque.
Revivendo o momento, acredito que o peixe perdido seria uma dourada grande, das que por vezes aparecem naquele local.
E foi com este episódio que finalizei a pescaria, abandonando o pesqueiro com o consolo de ter sentido, mais uma vez na vida, um bom exemplar na ponta da minha cana.
Texto e fotos: RubenRoche