Pescar é enfrentar saudáveis desafios, é fazer amizades, é conhecer novos lugares e abrir novos horizontes. É conviver com a natureza. É ser companheiro.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

PESCARIA DO CARNAVAL (2) - TEJO / CASCAIS

Com a pescaria de ontem em VNM o vício despertou. Não resistimos e levámos o Katembe para a água. Andámos para os lados da Boca do Inferno. Muitos besugos, fanecas e alguns polvos que se engancharam nos anzóis, foi o resultado de mais um dia bem passado. Ficam algumas fotos.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

PESCARIA DO CARNAVAL (1) - V. N. MILFONTES

Depois de mais de dois meses sem tocar nas canas, finalmente uma pescaria. Vila Nova de Milfontes (Canal das Barcas), saída pelas 7h45m e pesqueiro por volta das 4 milhas com 60 metros de profundidade. O Chico ao leme, Jomar, LM e Letras.
Não apareceram bogas nem cavalas, o que não foi nada mau. O peixe não foi muito, mas deu para passar um bom dia em bom convívio. Choupas azuis, bicas e carapaus foi o que se conseguiu, a iscar com camarão, lula e sardinha. Ainda se perderam dois bons peixes - é sempre assim, os maiores são sempre os que escapam :-)

O Chico Maravilhas foi ao leme


Uma bica


O Letras na luta


Uma bandeirada


Choupa azul


No regresso, a entrada no porto.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

PROTESTOS CONTRA A LEI DA PESCA

Mais de três mil pescadores manifestaram-se no passado domingo, dia 15 de Fevereiro, na Fortaleza de Sagres, contra a nova Legislação da Pesca Lúdica em geral e da pesca no PNSACV (Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina).
Os manifestantes, todos pescadores lúdicos, exigiram a revogação “imediata” das novas portarias 143/2009 e 144/2009, publicadas em Diário da República no passado dia 5 de Fevereiro, deixando avisos ao Governo, caso as mesmas não sejam revogadas.



Expositor na Feira de Pesca de Mora em 14.Fev.2009
Fotografia: Blog Instantes



Manifestação em Sagres (15. Fev. 2009)
Fotografias: IOL Portugal Diário


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

LEI DA PESCA - A OPINIÃO DO KATEMBE


















Depois de lermos as Portarias agora aprovadas, que têm provocado todas as reacções negativas, sem qualquer excepção, que temos visto nos vários sites e fóruns que abordam a pesca, queremos deixar aqui a nossa opinião. Não queremos opinar sobre pormenores do articulado, mas sim de uma forma geral.

- Sem querermos parecer pessimistas, a primeira impressão que temos é que a situação que atingimos é irreversível - como costuma dizer-se, nada será como antes.

- Acreditamos que, caso a nova ANPLED venha a contar com o apoio de todos os pescadores lúdicos e desportivos deste País, e a serem utilizadas formas de pressão e de luta responsáveis, poderemos vir a conseguir algumas alterações e acertos pontuais da legislação, mas nunca no mandato deste Governo, que faz da prepotência, da arrogância e do autismo a sua bandeira.

- Esta legislação, que apresenta tanto erros de carácter técnico como científico, para além de apresentar um cheirinho a inconstitucionalidade, tem como principal objectivo servir os interesses dos fortíssimos lobbys ligados à pesca comercial e industrial, para além de contribuir para um considerável aumento das receitas do Estado.

- Tenhamos em consideração que, aquando da publicação da Portaria 868/06, os comerciantes de material de pesca praticamente não tomaram qualquer posição, salvo raríssimas excepções. Foi essa Portaria que levou à criação da Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e Recursos Marinhos, que apresentou à AR uma petição, devidamente justificada e fundamentada, apoiada em mais de 10.000 assinaturas, petição que, após várias promessas de alteração por parte do poder político, foram completamente ignoradas. Com as recentes alterações também os comerciantes passam a ser duramente penalizados, situação que poderá levar ao encerramento de muitas lojas, o que fez com que muitos deles só agora "acordassem" para o problema.

- Somos a favor das licenças de pesca, à imagem do que acontece em todos os países civilizados do mundo e, em Portugal, já era exigido aos pescadores de água doce e aos caçadores, desde que o licenciamento obrigasse a uma formação básica sobre técnicas de pesca, espécies, conservação do ambiente e legislação em vigor, e que as receitas arrecadadas fossem maioritariamente utilizadas na referida formação, na preservação dos recursos marinhos e numa fiscalização efectiva e eficaz, apoiada numa legislação séria, com sólidas bases técnicas, científicas e ambientais. Paralelamente, os valores, tanto das licenças como das coimas a aplicar, deveriam ser justos e adequados à nossa realidade.

- Somos também a favor da criação de períodos de defeso e do aumento das medidas mínimas para algumas espécies, desde que apoiadas num estudo sério.

- Finalmente, parece-nos que o maior obstáculo a ultrapassar será a falta de consciência cívica de grande parte da população portuguesa, lacuna essa evidente quando atentamos ao generalizado comportamento dos condutores nas nossas estradas, à forma como são tratados os animais por este país fora, para além de outras atitudes e comportamentos que todos tão bem conhecemos.

REVISTA "O PESCADOR" NA NAUTICAMPO

Visitámos o stand da Revista "O Pescador" na Nauticampo, onde fomos simpaticamente recebidos pelo seu Director, Dinis Ermida e colaboradoras. Na foto, Manuel Horácio (com o boné do nosso site), coordenador do Fórum do Katembe, à conversa com Dinis Ermida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

PESCA RECREATIVA - A VERDADE OMITIDA

Um estudo efectuado em 2006 / 2008 pela Faculdade de Ciências do Mar e Ambiente da Universidade do Algarve (Caracterização da Pesca Recreativa de Costa do Sul de Portugal), que contemplou toda o PNSACV e a costa sul do Algarve demonstra, de forma inequívoca, que a pesca recreativa é responsável por apenas ZERO VÍRGULA CINCO do total de capturas registadas na área abrangida pelo estudo, o que contraria toda a argumentação do Governo que fundamenta a Legislação agora publicada, que penaliza, de forma incompreensível e injustificada, os pescadores lúdicos, deixando a porta aberta à pesca comercial/profissional, a grande responsável pela delapidação dos recursos marinhos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESCADORES LÚDICOS E DESPORTIVOS

Defender, Pescar e Preservar

ANPLED - Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos

É com satisfação que também o Katembe anuncia a criação da ANPLED, de que fará parte como um dos sócios fundadores.

NOVA LEGISLAÇÃO PARA A PESCA DE LAZER

Depois da publicação da Portaria 868/2006, cujo objectivo seria definir o quadro legal da pesca com fins lúdicos, ficou claro que a mesma continha algumas gralhas de relevo, para além de penalizar o exercício da pesca lúdica, manifestando várias injustiças, nomeadamente ao considerar os pescadores lúdicos como principais responsáveis pela delapidação dos recursos marinhos, acusando-os também de concorrentes com a actividade da pesca comercial.

Tal foi a confusão gerada, que houve necessidade de que a DGPA - Direcção-Geral de Pesca e Aquicultura emanasse várias circulares com a intenção de clarificar alguns pontos da Portaria, circulares que, várias vezes, contrariavam de forma evidente o que aquela estipulava.

Reunião da Comissão pela Pesca Lúdica na Lourinhã em 23/02/2008

Foi então formada uma Comissão pela Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos, constituída por membros representivos de diversas Associações, Clubes, Sites e Fóruns ligados à pesca para fins lúdicos, que após ter recolhido mais de DEZ MIL assinaturas, entregou na Assembleia da República uma Petição solicitando a reavaliação da Portaria em questão.

Depois de várias promessas de revisão da legislação contestada, nomeadamente dos pontos apresentados na petição, foi publicada no passado dia 5 de Fevereiro nova legislação (2 Portarias, uma delas revogando a anterior e a outra incidindo sobre o PNSACV - Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina).

Contrariando as promessas feitas e as expectativas dos pescadores, as novas portarias não só não tiveram em conta os pontos focados na petição entregue em 2008, como, em alguns casos até os agravaram, chegando ao ponto de tornarem impraticável pelo menos uma das técnicas de pesca mais generalizadas, a pesca à bóia, ao proibir a utilização de engodo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A ISCADA DE CAMARÃO

O camarão é um dos iscos mais usados na pesca embarcada em barco fundeado e também na pesca de fundo a partir da costa. Esta é uma das formas mais correctas para ser iscado.


domingo, 25 de janeiro de 2009

A CARRAÇA DOS PEIXES

Crustáceos Isopodas - Ectoparasitas
Por vezes capturamos exemplares que trazem agarrados uns crustáceos parasitas a que chamamos, vulgarmente, carraças do peixe.

São isópodos parasitas que se prendem aos peixes quando estes passam junto a pedras ou quando se encontram a dormir. Podem fixar-se em qualquer local do corpo, mas a sua preferência vai para as guelras (câmara branquial) e para a cavidade bucal.

Depois de se fixarem estes parasitas alimentam-se dos fluídos do hospedeiro, causando emagrecimento, dificuldades para nadar, bem como lesões que podem causar infecções, resultando na sua morte.

O consumo humano de peixes afectados não acarreta quaisquer riscos, desde que se proceda a uma limpeza eficaz dos parasitas. No entanto, deve evitar-se o seu consumo quando a extensão das lesões seja muito grande ou que evidenciem um aspecto desagradável.

O PEIXE LUA - OCEAN SUNFISH

Mola mola (Linnaeus, 1758)
Por favor clique na imagem para ler o artigo
Ver descrição do Peixe Lua
Inglês: Ocean Sunfish

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

CIGUATERA - Um dos poderosos venenos do mar

Ciguatera, um envenenamento pouco conhecido pela maioria dos pescadores, excepto dos praticantes do Big Game, que a conhecem bem - daí o facto de quase nunca consumirem, em termos gastronómicos, a barracuda, por exemplo. É considerado uma das formas mais graves de envenenamento provocado pela ingestão de peixe. É impossível saber, antes de o consumir, se o peixe está ou não envenenado, excepto através de análises laboratoriais - tem de se comer para se ter a certeza mas....nem sempre. A cadeia começa com a microalga que produz a ciguatoxina, que é consumida directamente por peixes herbívoros e omnívoros e espécies de invertebrados que se alimentam de algas, que por sua vez são comidos por peixes carnívoros. À medida que se sobe na cadeia alimentar também a quantidade de toxinas vai aumentando, porque se mantém no organismo do hospedeiro - como os predadores estão no topo da cadeia, a quantidade de toxinas é enorme.







As espécies mais frequentemente contaminadas com a ciguatera são os dourados, xaréus, barracudas, pargos e os tunídeos, bem como as salemas se, como espécie essencialmente herbívora, se alimentarem numa zona de algas contaminadas. A maior parte dos predadores são potenciais contaminados, principalmente se a sua alimentação for procurada em zonas de algas tóxicas, já que se alimentam de peixes mais pequenos que, por sua vez, consumiram algas.

Imagem: www.southtexascollege.edu












O envenenamento, em pessoas saudáveis, raramente ultrapassa sintomas que tendem a desaparecer rapidamente após algum desconforto. Só em casos mais graves, felizmente muito raros, é que se torna necessário proceder a lavagens ao estômago, à ingestão de carvão activado, de anti-histamínicos ou outras medidas adequadas, em meio hospitalar. Mas, e vá lá saber-se porquê, há pessoas completamente imunes a este tipo de envenenamento - e, em contrapartida, há pessoas com grande hipersensibilidade ao mesmo. As pessoas que sentem algum desconforto quando comem marisco, moluscos bivalves, crustáceos ou gastrópodes, são muito mais susceptíveis ao envenenamento por ciguatera.

Os primeiros sintomas do envenenamento vão desde uma leve sensação de formigueiro ou comichão na boca até à paralisia muscular, tudo isto nas primeiras doze horas após a ingestão do peixe envenenado. Estes sintomas costumam aparecer geralmente entre alguns minutos e algumas horas após a ingestão. Os sintomas neurológicos mais comuns são sensações alternadas de calor e frio e de formigueiro (boca, face, mãos e pés), tonturas, náuseas, sabor metálico na boca, dores musculares e nas extremidades e articulações. Apesar dos sintomas neurológicos serem mais severos nos primeiros seis a dez dias, algumas vítimas podem sofrer os sintomas por períodos prolongados, mesmo durante meses ou anos.

Os casos muito graves de envenenamento podem provocar o coma ou mesmo a morte.